Há dias em que pensamos demais, outros de menos...
Mas há dias em que temos que gritar "BASTA"!!! Hoje é o dia... Enfrenta a realidade!
"Fim - o que resta é sempre o princípio feliz de alguma coisa." Agustina Bessa-Luís
sábado, 29 de outubro de 2011
terça-feira, 30 de agosto de 2011
Homem... (com H maiúsculo!)
"A maior parte dos homens é como a pedra do íman. Tem um lado que atrai e outro que repele."
Voltaire
"Há três categorias de homens:
a) os que contam a sua história;
b) os que não a contam;
c) os que não a têm."
Max Aub, "Contos Certos"
Voltaire
"Há três categorias de homens:
a) os que contam a sua história;
b) os que não a contam;
c) os que não a têm."
Max Aub, "Contos Certos"
sábado, 26 de março de 2011
Saber Desfrutar Todos os Tempos
Nós mostramo-nos ingratos em relação ao que nos foi dado por esperarmos sempre no futuro, como se o futuro (na hipótese de lá chegarmos) não se transformasse rapidamente em passado. Quem goza apenas do presente não sabe dar o correcto valor aos benefícios da existência; quer o futuro quer o passado nos podem proporcionar satisfação, o primeiro pela expectativa, o segundo pela recordação; só que enquanto um é incerto e pode não se realizar, o outro nunca pode deixar de ter acontecido. Que loucura é esta que nos faz não dar importância ao que temos de mais certo? Mostremo-nos satisfeitos por tudo o que nos foi dado gozar, a não ser que o nosso espírito seja um cesto roto onde o que entra por um lado vai logo sair pelo outro!
Séneca, "Cartas a Lucílio"
sexta-feira, 11 de março de 2011
Fatiguée de ma vie...
Ando cansada de viver a minha vida... ou se calhar de não viver a minha vida...
Tenho noção que vivo a vida dos outros e que vou apenas sobrevivendo, exercendo as minhas funções básicas...
Je suis fatiguée de ma vie...
domingo, 6 de março de 2011
O Hoje...
Vivemos num individualismo muito cru. As pessoas são levadas a acreditar que a promoção do conforto físico e das aparências é o que mais conta. Existe uma desvalorização do conforto afectivo e moral. Existe a ideia errada de que podemos ser felizes sozinhos ou, pior ainda, contra os outros.
José Luís Peixoto
segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
O caminho da liberdade
Invencível serás caso não te empenhes em qualquer pugna da qual de ti não dependa saíres vencedor. (...) Face a um homem entre todos distinguido e honrado, detentor de uma qualquer insígnia de poder ou considerado por esta ou aquela razão, tem-te nas tuas ideias e não descures de o proclamar feliz. Se, na verdade, a substância do bem reside nas decisões que dependem de nós, espaço não há nem para a inveja, nem para o ciúme. Aliás, tu próprio, não ansiarás por ser estratega, benemérito da pátria ou cônsul até: livre é o que tu queres ser. Ora só um caminho há para que alcances esse estado de liberdade - o menosprezo pelas decisões que de nós não dependem.
Epicteto, "Manual"
quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011
A Vida...
A vida, as suas perdas e os seus ganhos, a sua
mais que perfeita imprecisão, os dias que contam
quando não se espera, o atraso na preocupação
dos teus olhos, e as nuvens que caíram
mais depressa, nessa tarde, o círculo das relações
a abrir-se para dentro e para fora
dos sentidos que nada têm a ver com círculos,
quadrados, rectângulos, nas linhas
rectas e paralelas que se cruzam com as
linhas da mão;
a vida que traz consigo as emoções e os acasos,
a luz inexorável das profecias que nunca se realizaram
e dos encontros que sempre se soube que
se iriam dar, mesmo que nunca se soubesse com
quem e onde, nem quando; essa vida que leva consigo
o rosto sonhado numa hesitação de madrugada,
sob a luz indecisa que apenas mostra
as paredes nuas, de manchas húmidas
no gesso da memória;
a vida feita dos seus
corpos obscuros e das suas palavras
próximas.
Nuno Júdice, "Teoria Geral do Sentimento"
mais que perfeita imprecisão, os dias que contam
quando não se espera, o atraso na preocupação
dos teus olhos, e as nuvens que caíram
mais depressa, nessa tarde, o círculo das relações
a abrir-se para dentro e para fora
dos sentidos que nada têm a ver com círculos,
quadrados, rectângulos, nas linhas
rectas e paralelas que se cruzam com as
linhas da mão;
a vida que traz consigo as emoções e os acasos,
a luz inexorável das profecias que nunca se realizaram
e dos encontros que sempre se soube que
se iriam dar, mesmo que nunca se soubesse com
quem e onde, nem quando; essa vida que leva consigo
o rosto sonhado numa hesitação de madrugada,
sob a luz indecisa que apenas mostra
as paredes nuas, de manchas húmidas
no gesso da memória;
a vida feita dos seus
corpos obscuros e das suas palavras
próximas.
Nuno Júdice, "Teoria Geral do Sentimento"
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