No amor da realidade, de todos os dias, há discussões. Há mal entendidos, há palavras tortas, há atitudes que caem mal, há telefonemas irritados, há contas para pagar. Há que decidir quem leva o lixo na noite que se adivinha fria, quem vai passear o cão, ou quem vai arrumar a desarrumação na sala, há roupa espalhada que pede por favor para ser arrumada.
O amor não é perfeito... Mas, se no meio dessa ardente imperfeição ainda nos apetecer beijos molhados, abraços apertados, noites passadas no sofá agarrados àquela pessoa que é a nossa, então somos felizes. Se sentirmos que o mundo todo vê a forma especial como somos olhados, se as discussões acabarem em risos, se qualquer coisa que nos acontece serve de pretexto para ligar porque só queremos ouvir aquela voz, se arrumar a roupa acaba em sexo escandalosamente apaixonante, então tudo faz sentido. No fim, são as imperfeições do amor que o tornam tão desejável. São os defeitos, que aprendemos a amar, que fazem essa pessoa especial, irreverente, autêntica.
O amor não é perfeito... É MUITO MELHOR DO QUE ISSO.
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